segunda-feira, 7 de novembro de 2011


NÚCLEO REGIONAL DO MEM SEIXAL / ALMADA
Sábado Pedagógico e Curso de Análise Evolutiva do modelo Pedagógico do MEM I

sábado – dia 26 de novembro de 2011 - das 10h às 13h

Colégio O Cantinho dos Amigos – Vale da Romeira - Arrentela

Plenário - Pre-escolar, 1º CEB, Disciplinas
Trabalho de Projecto no Modelo do MEM

Debate reflexivo /relato de práticas – Pre-escolar, 1º CEB, Disciplinas

Íris Pinto das Neves – Núcleo Regional de Lisboa
O trabalho em Projectos no Pré-escolar
“ Há sempre um momento no tempo em que uma porta se abre e deixa entrar o futuro.” Graham Greene (1904-1991)
Mais uma vez, é a curiosidade natural das crianças que abre a porta para que sejam realizados diversos trabalhos em projecto na sala do jardim de infância.
Nesta comunicação, pretendo partilhar o percurso do trabalho de projecto em torno da questão: “As múmias existem ou não?”, desde o momento em que a dúvida se instalou, na hora do “Quero mostrar, contar ou escrever”, até ao momento da comunicação aos meninos de outra sala.
Este projecto, vivido intensamente por um pequeno grupo de crianças, foi um dos primeiros de entre muitos ao longo do presente ano lectivo e que permitiram desenvolver competências e realizar aprendizagens muito importantes e significativas.

Isa GomesNúcleo Regional de Setúbal
Trabalho de aprendizagem curricular por projetos cooperativos

A palavra projeto pressupõe a ideia de que vamos realizar algo no futuro.
Trata-se de algo intencional e que envolve a construção de um plano. Pretendo partilhar a forma como foi implementado o trabalho em projetos numa turma de 2º ano, como trabalhámos o currículo através dos projetos, como é que os alunos se apropriaram da dinâmica implementada, nomeadamente, no que diz respeito aos instrumentos utilizados, à partilha e difusão dos produtos e à avaliação.

Fotos do Sabado Pedagógico e Curso...29 de Outubro 2011

Fotos do Sabado Pedagogico e Curso de Análise Evolutiva do Modelo do MEM I
29 de Outubro 2011
Escola José Cardoso Pires - Costa Caparica
Resumos em mensagem anterior ...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Inscrição no Curso...até dia 6 de novembro 2011

Colegas inscritos no Curso de Análise Evolutiva do Modelo do MEM I.
Mesmo que já tenham realizado a vossa inscrição em "papel", nas sessões do nosso Núcleo Seixal/ Almada, deve realizar obrigatoriamente a inscrição completa através do link abaixo indicado até ao próximo dia 6 de novembro de 2011:
A comissão coordenadora do Núcleo Seixal/ Almada

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sabado - dia 29 de outubro 2011

Sábado – dia 29 de outubro 2011 - das 10h às 13h
NÚCLEO REGIONAL DO MEM SEIXAL / ALMADA
Sábado Pedagógico e Curso de Análise Evolutiva do modelo Pedagógico do MEM I

Local: Escola Básica Integrada José Cardoso Pires - COSTA DA CAPARICA
Agrupamento de escolas da Costa da Caparica - http://www.avecc.pt/) (Frente ao Parque de campismo da Orbitur)

Plenário - Pre-escolar, 1º CEB, Disciplinas

O Diário de Turma e o Conselho de Cooperação …e o Modelo Pedagógico do MEM – Carla Alves

Neste plenário pretende-se dar a conhecer o Diário de Turma e o Conselho de Cooperação no Movimento da Escola Moderna: quais as suas origens, particularidades e o seu papel no seio de um grupo/turma em contexto escolar.
Também iremos partilhar algumas reflexões e questões sobre a apropriação do Diário e a
vivência em Conselho.

Debate reflexivo /relato de práticas – Pre-escolar, 1º CEB, Disciplinas

"Vou escrever no Diário... e na sexta vamos conversar!" Paula Cunha – Pré-escolar

O diário de turma é o motor do grupo, de toda a vida passada na sala e fora dela: tudo fica escrito e tudo é lembrado. Como é que o grupo se apropriou do Diário? Que diferença fez existirem crianças que já estavam familiarizadas com o Diário e outras que não estavam? Importa referir que, do ano passado para este, aconteceu na instituição onde trabalho uma mudança muito significativa: passámos de grupos homogéneos para grupos heterogéneos quanto às idades. Esta situação fez com que, tanto para mim como para o grupo, o diário, as reuniões de 6ª feira, fossem vividas de outro modo. Tudo foi diferente, as interacções, a escrita ... É esta vivência que pretendo partilhar na comunicação: os ganhos obtidos e as diferenças que encontro entre a situação anterior e a actual.

O Conselho e o desenvolvimento socio-moral dos alunos - Marta Louseiro - 1º CEB

Esta comunicação surgiu na sequência de um projecto de investigação-acção, em que me propus recolher as falas dos alunos nos Conselhos e, através delas, analisar o desenvolvimento socio-moral do grupo. É a partir de excertos dessas falas que pretendo, através da comunicação, reflectir convosco acerca do papel do professor e da importância do Conselho para o desenvolvimento dos alunos.

domingo, 9 de outubro de 2011


Para todos os que desejem realizar o
Curso de Analise Evolutiva do Modelo do MEM I ( Sabados Pedagógicos)
devem desde já proceder à sua inscrição
É muito fácil...é só preencher os campos...
Quem faltou à primeira sessão mas pretende frequentar o curso deverá compareçer no próximo dia 29 de outubro 2011
A Comissão coordenadora do Nucleo Seixal/ Almada
Plenário - 24 de Setembro 2011 - Sabado Pedagógico e Curso de Analise Evolutiva I

A comissão coordenadora e os formadores aconselham a consulta da pagina http://www.movimentoescolamoderna.pt/,
sobre a importância do SISTEMA DE FORMAÇÃO COOPERADA como base para a primeira reflexão.

Recordamos que Sérgio Niza afirma que o MEM é…
…“um movimento de autoformação cooperada de docentes cujas práticas educativas constituem ensaios estratégicos e metodológicos sustentados por uma reflexão teórica permanente.” (NIZA, 1996, 140)

Processos de escolarização...Síntese realizada por Mirna Montenegro

1ª sessão - Dia 24 de Setembro 2011
Sábado de Animação Pedagógica e Curso de Análise Evolutiva I...
Processos de escolarização de
crianças de etnia cigana
Mirna Montenegro
http://myrna.com.sapo.pt
Instituto das Comunidades Educativas


Convivência
“É a situação mais desejada, mas também a mais difícil.
Ambas as comunidades relacionam-se e crescem em plano de igualdade, associadas a um processo de mestiçagem
que consolida novas formas de intercâmbio cultural. (...)
Na convivência evita-se a marginalização e respeita-se a história,
mas com demasiada facilidade se confunde com coexistência quando não com
assimilação.” (p.69)

Relação intercultural
“Considerada o estrato mais superior da
convivência e apresenta-se como um objetivo
a longo prazo, mas não inatingível. (...) A
relação intercultural implica “apayar-se” * vem
de payo que significa não cigano em espanhol]
para os ciganos e “aciganar-se” para os não
ciganos” (p.70). Estaremos perante a
mestiçagem?

Coexistência
“As periferias de algumas cidades estão cheias
de exemplos sangrentos de guetos que
obedecem a uma ideia inequívoca de
coexistência” (p.69).
Integração
“Não desejam integrar-se porque significa perder as
marcas da sua identidade” e só aderem a este
conceito se significar facilitar o seu acesso à
educação, ao trabalho, à habitação, à saúde,
mantendo sempre os traços da sua cultura (p.66).
(...) Integrar-se significa “integrar-se num sistema
que já está arbitrado, algo bem diferente da
convivência que garante o respeito por todas as
culturas em plano de igualdade, a mestiçagem e
o sincretismo” (p.101-102).

Tolerância
“Pode dizer-se que se tolera o que não se gosta, mas que
se tem de suportar. Apenas está disponível para tolerar
quem goza de uma posição de superioridade. Ao
invocar a tolerância no contacto entre culturas
consagra-se o princípio de desacordo – tolera-se o que
é incómodo, mas que há que respeitar, ao mesmo
tempo que se admite implicitamente o
desconhecimento mútuo das culturas per saécula
saeculorum, uma vez que a tolerância não incorpora o
seu conhecimento, mas apenas o respeito “por boa
educação” ou por ser “politicamente correto”. (p.72)
Garrido, Albert (1999), Entre Gitanos e Payos,
Barcelona: Flor del Viento Ediciones

Fronteiras
A viagem não começa quando se percorrem
distâncias mas quando se atravessam as
fronteiras interiores.
A viagem termina quando encerramos as nossas
fronteiras interiores. Regressamos a nós
mesmos, não a um lugar.
(Mia Couto, O Outro pé da Sereia, Editorial Caminho, 2006)
As fronteiras separam ao mesmo tempo que ligam…
As fronteiras são uma zona de contacto onde
convergem diferenças fluidas, onde o poder
circula de formas complexas e multidirecionais,
onde a capacidade de ação existe de ambos os
lados desse fosso permanente mutável e
permeável…
Susan Stanford Friedeman (2001)

Aproximação
Deve-se antes utilizar a expressão “aproximação” entre a comunidade cigana
e a sociedade maioritária. Porque, quando se diz integrados ou inseridos,
parece que a sociedade maioritária quer colocar os ciganos no meio deles
sem primeiro os tentar perceber. Para uns, pode ser chamado de inserção,
para outros de integração, para os ciganos não é visto dessa forma.
A comunidade cigana, as escolas e todas as entidades que estão interessadas
em trabalhar com os ciganos o que, neste momento, precisam mesmo e
devem fazer, é uma aproximação. Os ciganos darem um bocadinho deles e
a sociedade maioritária dar um bocadinho também e encontrarmo-nos no
meio do caminho. E aí, sim, trabalhamos todos em conjunto, virados uns
para os outros e sabermos o que estamos a fazer.
Quando a sociedade maioritária, vamos dizer assim, a sociedade portuguesa,
mas nós também somos portugueses, nos diz “Ah! Mas vocês têm de se
inserir, vocês têm de se integrar!”, parece que nos estão a puxar só para o
lado deles e não tentam compreender que há questões culturais que, por
vezes, fazem com os ciganos fiquem um bocadinho “perros”. Por isso, eu
gosto mais de utilizar a palavra aproximação.
(Rafael, mediador municipal).

Estratégias de aproximação
Saber acolher, tanto a criança (que ainda não
sabe nada do “oficio de aluno”) e a sua
família, que desconhece (ou mesmo não
compreende) as regras escolares…
Distinguir o que é normas - o que é da lei – e as
regras – que são impostas pelas pessoas, e
que, com frequência, diferem de pessoa para
pessoa, consoante o seu limiar de tolerância.
Educar e instruir
A família cigana educa, transmitindo valores que
não quer deixar por mãos alheias.

A escola instrui, capacitando com os
instrumentos que a família não tem.
Distinguir e clarificar os papéis de cada um dos
intervenientes do ato educativo/instrutivo.

Negociar
O que é tarefa das famílias – educar
O que é tarefa da escola – instruir
Respeitar os espaços de cada um…
Liberdade de escolha…
Não coagida nem ameaçada…
As trocas e as incursões no espaço do outro faz-se
informalmente, sem se dar conta, quando
os espaços são genuinamente respeitados.

“Aprendizagem guiada”
Aproveitar o conceito de “aprendizagem guiada”
no modo de “educar 􀄃 maneira cigana”, que
tem o seu equivalente 􀄃 “zona proximal de
desenvolvimento” no modo de “educar 􀄃
maneira dos senhores”.
Aproveitar a importância estratégica dos mais
velhos e dos grupos heterogéneos, ou seja, os
grupos naturais, para aprender com os outros.