domingo, 9 de outubro de 2011

Plenário - 24 de Setembro 2011 - Sabado Pedagógico e Curso de Analise Evolutiva I

A comissão coordenadora e os formadores aconselham a consulta da pagina http://www.movimentoescolamoderna.pt/,
sobre a importância do SISTEMA DE FORMAÇÃO COOPERADA como base para a primeira reflexão.

Recordamos que Sérgio Niza afirma que o MEM é…
…“um movimento de autoformação cooperada de docentes cujas práticas educativas constituem ensaios estratégicos e metodológicos sustentados por uma reflexão teórica permanente.” (NIZA, 1996, 140)

Processos de escolarização...Síntese realizada por Mirna Montenegro

1ª sessão - Dia 24 de Setembro 2011
Sábado de Animação Pedagógica e Curso de Análise Evolutiva I...
Processos de escolarização de
crianças de etnia cigana
Mirna Montenegro
http://myrna.com.sapo.pt
Instituto das Comunidades Educativas


Convivência
“É a situação mais desejada, mas também a mais difícil.
Ambas as comunidades relacionam-se e crescem em plano de igualdade, associadas a um processo de mestiçagem
que consolida novas formas de intercâmbio cultural. (...)
Na convivência evita-se a marginalização e respeita-se a história,
mas com demasiada facilidade se confunde com coexistência quando não com
assimilação.” (p.69)

Relação intercultural
“Considerada o estrato mais superior da
convivência e apresenta-se como um objetivo
a longo prazo, mas não inatingível. (...) A
relação intercultural implica “apayar-se” * vem
de payo que significa não cigano em espanhol]
para os ciganos e “aciganar-se” para os não
ciganos” (p.70). Estaremos perante a
mestiçagem?

Coexistência
“As periferias de algumas cidades estão cheias
de exemplos sangrentos de guetos que
obedecem a uma ideia inequívoca de
coexistência” (p.69).
Integração
“Não desejam integrar-se porque significa perder as
marcas da sua identidade” e só aderem a este
conceito se significar facilitar o seu acesso à
educação, ao trabalho, à habitação, à saúde,
mantendo sempre os traços da sua cultura (p.66).
(...) Integrar-se significa “integrar-se num sistema
que já está arbitrado, algo bem diferente da
convivência que garante o respeito por todas as
culturas em plano de igualdade, a mestiçagem e
o sincretismo” (p.101-102).

Tolerância
“Pode dizer-se que se tolera o que não se gosta, mas que
se tem de suportar. Apenas está disponível para tolerar
quem goza de uma posição de superioridade. Ao
invocar a tolerância no contacto entre culturas
consagra-se o princípio de desacordo – tolera-se o que
é incómodo, mas que há que respeitar, ao mesmo
tempo que se admite implicitamente o
desconhecimento mútuo das culturas per saécula
saeculorum, uma vez que a tolerância não incorpora o
seu conhecimento, mas apenas o respeito “por boa
educação” ou por ser “politicamente correto”. (p.72)
Garrido, Albert (1999), Entre Gitanos e Payos,
Barcelona: Flor del Viento Ediciones

Fronteiras
A viagem não começa quando se percorrem
distâncias mas quando se atravessam as
fronteiras interiores.
A viagem termina quando encerramos as nossas
fronteiras interiores. Regressamos a nós
mesmos, não a um lugar.
(Mia Couto, O Outro pé da Sereia, Editorial Caminho, 2006)
As fronteiras separam ao mesmo tempo que ligam…
As fronteiras são uma zona de contacto onde
convergem diferenças fluidas, onde o poder
circula de formas complexas e multidirecionais,
onde a capacidade de ação existe de ambos os
lados desse fosso permanente mutável e
permeável…
Susan Stanford Friedeman (2001)

Aproximação
Deve-se antes utilizar a expressão “aproximação” entre a comunidade cigana
e a sociedade maioritária. Porque, quando se diz integrados ou inseridos,
parece que a sociedade maioritária quer colocar os ciganos no meio deles
sem primeiro os tentar perceber. Para uns, pode ser chamado de inserção,
para outros de integração, para os ciganos não é visto dessa forma.
A comunidade cigana, as escolas e todas as entidades que estão interessadas
em trabalhar com os ciganos o que, neste momento, precisam mesmo e
devem fazer, é uma aproximação. Os ciganos darem um bocadinho deles e
a sociedade maioritária dar um bocadinho também e encontrarmo-nos no
meio do caminho. E aí, sim, trabalhamos todos em conjunto, virados uns
para os outros e sabermos o que estamos a fazer.
Quando a sociedade maioritária, vamos dizer assim, a sociedade portuguesa,
mas nós também somos portugueses, nos diz “Ah! Mas vocês têm de se
inserir, vocês têm de se integrar!”, parece que nos estão a puxar só para o
lado deles e não tentam compreender que há questões culturais que, por
vezes, fazem com os ciganos fiquem um bocadinho “perros”. Por isso, eu
gosto mais de utilizar a palavra aproximação.
(Rafael, mediador municipal).

Estratégias de aproximação
Saber acolher, tanto a criança (que ainda não
sabe nada do “oficio de aluno”) e a sua
família, que desconhece (ou mesmo não
compreende) as regras escolares…
Distinguir o que é normas - o que é da lei – e as
regras – que são impostas pelas pessoas, e
que, com frequência, diferem de pessoa para
pessoa, consoante o seu limiar de tolerância.
Educar e instruir
A família cigana educa, transmitindo valores que
não quer deixar por mãos alheias.

A escola instrui, capacitando com os
instrumentos que a família não tem.
Distinguir e clarificar os papéis de cada um dos
intervenientes do ato educativo/instrutivo.

Negociar
O que é tarefa das famílias – educar
O que é tarefa da escola – instruir
Respeitar os espaços de cada um…
Liberdade de escolha…
Não coagida nem ameaçada…
As trocas e as incursões no espaço do outro faz-se
informalmente, sem se dar conta, quando
os espaços são genuinamente respeitados.

“Aprendizagem guiada”
Aproveitar o conceito de “aprendizagem guiada”
no modo de “educar 􀄃 maneira cigana”, que
tem o seu equivalente 􀄃 “zona proximal de
desenvolvimento” no modo de “educar 􀄃
maneira dos senhores”.
Aproveitar a importância estratégica dos mais
velhos e dos grupos heterogéneos, ou seja, os
grupos naturais, para aprender com os outros.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Datas Local das próximas sessões


1ª sessão - 24 setembro 2011 -Colégio do Vale - 3h
2ª Sessão - 29 outubro 2011 - local a designar - 3h
3ª sessão- 26 novembro 2011 - local a designar - 3h
4ª sessão - 21 janeiro 2012 - INTER REGIONAL Setubal – local a designar - 3h
5ª sessão - 25 de fevereiro 2012 - local a designar - 3h - Março
6ª e 7ª Sessão - 21 de abril 2012 - Jornada - local a designar - 6h
8ª Sessão - 19 de maio 2012 - Apresentação/ entrega e avaliação da SÍNTESE REFLEXIVA Trabalho final - 4h

Fotografias de dia 24 de Setembro 2011

Fotografias do dia 24 de Setembro de 2011


Sabado de Animação Pedagógica

e

Curso de análise evolutiva do modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna I - 1ª sessão



Em breve será colocado

Power Point cedido pela nossa convidada Mirna Montenegro

e Power Point apresentado pela Comissão Coordenadora


Proxima sessão 29 de outubro de 2011 em local a designar










terça-feira, 20 de setembro de 2011

No CCP do Congresso de Leiria foi decidido e depois comunicado a todos os presentes que o Congresso de 2012, em Julho, se vai realizar em Almada.
A Comissão Coordenadora do Núcleo Seixal Almada está já a realizar os primeiro preparativos...
Contamos desde já com a vossa presença, colaboração, participação e claro muitas partilhas pedagógicas sobre o modelo pedagógico do MEM




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sábado Pedagógico e Curso de Análise Evolutiva do modelo Pedagógico do MEM I


NÚCLEO REGIONAL DO MEM SEIXAL / ALMADA - LOCAL: COLÉGIO do VALE
sábado – dia 24 de setembro - das 10h às 13h
O Colégio do Vale situa-se na Avenida Vale Bem, Marisol, Charneca da Caparica 
www.colegiodovale.pt

Plenário

"O MEM no núcleo Seixal/Almada: formação, organização e perspetivas de trabalho para 2011/212" – Comissão Coordenadora Núcleo Seixal/Almada

O MEM tem como principal finalidade a formação permanente dos seus associados, em sistema de autoformação cooperada, bem como a animação pedagógica e a formação destinada a muitos outros professores e escolas, a partir de Núcleos Regionais e do seu Centro de Formação concebido como uma rede formadora.

1 - Sábados de Animação Pedagógica do MEM acreditados pelo CCPFC - CURSO DE ANÁLISE EVOLUTIVA DO MODELO PEDAGÓGICO DO MOVIMENTO DA ESCOLA MODERNA – I (Para Pre Escolar, 1º CEB e Professores Disciplinas Ciências)

2 – Sábados de animação pedagógica sem créditos (para todos os não docentes ou docentes que não pretendam créditos.

Debate reflexivo / relato de práticas

"Partilha e reflexões sobre o processo de escolarização das crianças de etnia cigana" - ICE - Instituto das Comunidades Educativas. Mirna Montenegro

“Desafiaram-me para falar sobre a “inclusão” das crianças ciganas nas nossas escolas e jardins-de-infância… Fiquei um bocadinho à toa! E lembrei-me dos textos oficiais (do Ministério da Educação) sobre «inclusão», nos quais se faz alusão apenas às crianças com necessidades educativas especiais, ou seja, as ditas crianças NEE. É um termo que muito raramente utilizo devido a essa associação de ideias. Para mim, as crianças ciganas não são crianças NEE. Pode haver crianças ciganas que sejam portadoras de algum tipo de “deficit” como qualquer outra criança, para a qual seja necessário uma intervenção especializada em educação especial. Mas pensar em «inclusão» no caso das crianças ciganas como se fossem pessoas portadoras de algum tipo de deficit é, na minha perspetiva, um mau começo para se iniciar uma relação pedagógica. Dito isto, o objetivo desta nossa conversa será a de partilhar convosco algumas estratégias de aproximação às crianças e famílias ciganas, de modo a que as fronteiras existentes deixem de ser barreiras intransponíveis, mas sim um local de passagem de um mundo para o outro, dando lugar a aprendizagens significativas e mútuas”

Informação atualizada http://graoagraoseixalmem.blogspot.com/

Destinatários: Educadores de Infância, Professores, Auxiliares de Educação, Alunos de Formação Inicial, Psicólogos,…Contamos com a vossa presença. Serão passados certificados de participação.

Os nossos contactos SEIXAL ALMADA: Ana Carrilho - 93 6953069; Anabela Norte – 91 9933599; Carla Vaz 963359020Dulce Neves - 91 6963109; Gabriel Coelho 966535302; Isabel Flavia – 962779644; Joaquim Sarmento – 962638117; Judite Policarpo – 93484292; Lina Paulino – 96 68519079; Maria Manuela Matos – 916325951; Maria Teresa de Matos – 91 9756244; Rita Alves 918332671

quarta-feira, 14 de setembro de 2011